Homem encomenda o próprio assalto para quitar dívida de drogas e esposa é agredida em Inhumas
Fraude foi descoberta após suspeito mentir sobre ter o celular roubado para a PM. Trio levou o carro do contyratante e o celular da companheira dele, que não tinha conhecimento do acordo

Um homem, de 27 anos, foi preso após encomendar assalto na própria casa, em Inhumas, para quitar uma dívida de drogas que chega a R$ 37 mil. Ele contratou três jovens para simular o roubo no Parque Santa Marta, sob promessa de pagamento de R$ 1,5 mil para cada investigado. A esposa do contratante foi ferida durante a ação criminosa. Todos, com exceção da mulher, foram detidos pela Polícia Militar.
O roubo simulado ocorreu na noite de terça-feira (14), sendo que os investigados levaram o carro do contratante e o celular da companheira dele, que não tinha conhecimento do acordo. A mulher, de 26 anos, inclusive, chegou a ser agredida por um dos presos no momento em que teve o celular levado.
Conforme a PM, o aparelho da vítima seria uma entrada prometida pelo marido dela ao trio, enquanto que o carro era a “recompensa” do traficante, como forma de quitar a dívida por parte do contratante. Os suspeitos usaram o carro para fugir, o que também já havia sido previamente combinado.
Depois do crime, o próprio casal acionou a PM e comunicou sobre o roubo. A farsa foi descoberta após o suspeito mentir sobre também ter o aparelho celular dele roubado, após a PM flagrar o contratante falando com o tio ao telefone. Ele tentava pegar os dados do carro, uma vez que o veículo dado como pagamento estava em nome de terceiros.
Ao ser questionado sobre a fraude, o homem confessou a prática e indicou onde poderiam estar os demais envolvidos. A PM, então, conseguiu localizar o trio ainda em posse do veículo e do celular da mulher. Uma faca e um rifle calibre .22 também foram apreendidos com os investigados.
Todos os quatro homens foram encaminhados à delegacia de Polícia Civil (PC), que ficou responsável pela investigação. A reportagem não conseguiu localizar as defesas dos presos para que se posicionassem.

