21-11-18- “Mauro acerta ao cortar na carne; agora, foco é arrecadação”

21-11-18- “Mauro acerta ao cortar na carne; agora, foco é arrecadação”

CAMILA RIBEIRO E DOUGLAS TRIELLI 
MIDIA NEWS DA REDAÇÃO

O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) classificou como “muito positivas” as medidas anunciadas pelo governador eleito Mauro Mendes (DEM) de fusão/extinção de secretarias, além de demissão de 3 mil servidores entre ocupantes de cargos comissionados, de função gratificada e contratados.

 

Segundo o deputado, o anúncio representa parte do que foi cobrado pela população e segmentos de Mato Grosso à época da campanha eleitoral.

 

As medidas, a serem implementadas a partir de 1º de janeiro, devem representar uma economia de aproximadamente R$ 150 milhões aos cofres públicos.

 

Para Dilmar, apesar de o montante não ser tão expressivo, já mostra que Mendes “está cortando na própria carne”.

 

Ele firmou um compromisso e, nessa transição, o Mauro acerta muito diminuindo o número de secretarias, de cargos comissionados e gera economia ao Estado. Não é muito, mas é o que pode ser feito neste momento

“As medidas são muito positivas, até porque nas ruas, na campanha, o Mauro foi muito indagado em várias reuniões e vários setores segmentados no Estado sobre o porquê de o Estado estar numa condição tão difícil e não diminuir sua máquina”, disse o deputado.

 

“Ele firmou um compromisso e, nessa transição, o Mauro acerta muito diminuindo o número de secretarias, de cargos comissionados e gerando economia ao Estado. Não é muito, mas é o que pode ser feito neste momento. São R$ 150 milhões e a prova de que ele já está fazendo o papel da casa, fazendo o papel dele de cortar na carne”, acrescentou o parlamentar.

 

Ainda conforme Dilmar, ao tomar medidas desta natureza, Mauro fica com “crédito” para cobrar ações de enxugamento de outros Poderes e instituições.

 

Além disso, pode abrir o diálogo com outros segmentos do Estado, de modo a buscar caminhos para incrementar a receita do Estado.

 

“Agora ele depende de outras conversas. Tem que conversar com os Poderes para pelo menos não aumentar o duodécimo ou manter o congelamento. Temos que buscar alternativas. Há setores que temos que buscar mais parceria, mais investimento deles dentro de Mato Grosso e contribuição com a carga tributária”, disse Dilmar.

 

“Temos que agora focar também em tentar arrecadar mais para o Estado. O Mauro começa com o pé direito, começa acertando”, concluiu.