18-04-2012-PMs suspeitos de bater em argentinos em MT são afastados, diz corregedor

Policiais prenderam os argentinos suspeitos de furto em boate de Cuiabá.
Sindicância foi aberta para apurar se PMs cometeram excesso na prisão.

Os dois policiais militares suspeitos de espancar dois turistas argentinos em Cuiabá (MT) foram afastados das ruas e passaram a trabalhar apenas administrativamente nos batalhões. O corregedor-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Jorge Catarino Morais Ribeiro, disse ao G1 que a decisão foi tomada pelo comando da corporação de maneira preventiva. "Eles vão ficar afastados das funções até o término da sindicância que apura o caso", relatou.

Os PMs são suspeitos de espancar os irmãos argentinos Luiz Augustin Lujan, de 26 anos, e Ignácio Luiz Marcelo Lujan, de 29 anos, em uma casa noturna de Cuiabá no dia 31 de março deste ano. Os argentinos foram detidos pelos policiais por suspeita de roubar a bolsa de uma mulher que também estava na boate.

A investigação tem como base uma denúncia da Ouvidoria-Geral de polícias Militar e Civil de Mato Grosso que apontou supostos excessos cometidos pelos dois policiais, que estavam à paisana, no momento da prisão dos argentinos. De acordo com Teobaldo Witter, ouvidor-geral de polícias do estado, os argentinos foram espancados pelos policiais. Um deles chegou a ter os dentes quebrados pelos policiais, conforme a Ouvidoria.

Os argentinos, conforme a PM, ficaram detidos pelo crime de furto durante 5 dias no Centro de Ressocialização de Cuiabá, antigo presídio do Carumbé. A defesa dos argentinos nega o furto. Os argentinos retornaram para o país de origem após intervenção da Embaixada da Argentina.

O coronel Jorge Catarino informou que a sindicância vai apurar se os policiais cometeram excessos na prisão dos argentinos. A comissão de sindicância tem o prazo de 20 dias, podendo ser prorrogado por mais 10, para concluir os trabalhos.