16-04-18- Após operação, TCE determina auditoria em contratos do Detran de MT

16-04-18- Após operação, TCE determina auditoria em contratos do Detran de MT

LEONARDO HEITOR 
Folha Max / da Redação

 

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) publicou na última segunda-feira (9) uma portaria em que designa dois servidores para que realizem um levantamento sobre a organização e o funcionamento do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT). Contratos também serão analisados pelos membros da corte de contas.

O órgão esteve envolvido recentemente em um escândalo de corrupção, investigado na "Operação Bereré", envolvendo inclusive políticos, após a delação do ex-presidente da autarquia, Teodoro Moreira Lopes, o Dóia.

A comissão que fará o levantamento será formada pelos auditores públicos externos Bruno de Paula Santos Bezerra, que fará a supervisão dos trabalhos, Bruno Alberto Zys e Marlos Siqueira Alves. O despacho com a definição da comissão foi assinado pelo conselheiro Domingos Neto, presidente do TCE.

“Compete diretamente à Comissão requisitar acesso aos sistemas informatizados, informações e documentos necessários à realização de seu trabalho, com fundamento no artigo 215 da Constituição Estadual, no artigo 36, § 1º, da lei Complementar Estadual nº 269/07 (LOTCE-MT) e no artigo 153 da Resolução Normativa nº 14/2007/TCE-MT”, diz o despacho publicado no Diário Oficial de Contas.

"A Operação Bereré" foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO) e Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO). Foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão. Entre os investigados estão os deputados estaduais Eduardo Botelho e Mauro Savi (PSB), o ex-presidente do Detran Teodoro Lopes . A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões de 17 pessoas investigadas.

Segundo as investigações, o contrato do órgão com a FDL (atual EIG Merados) tinha pagamento de propina aos líderes do esquema. Os pagamentos ilegais ocorriam por meio de um contrato entre a EIG e a Santos Treinamentos, empresa de "fachada" criada apenas para receber os pagamentos referentes ao contrato.

Com o desenrolar das investigações, foi descoberto pagamentos da Santos para outros cinco deputados, ou ex-deputados estaduais. Diante disso, um inquérito foi instaurado para investigar os parlamentares.