Promotor afirma que o projeto não existe e ameaça tentar ``barrar´´ VLT

O promotor Clóvis de Almeida Júnior, um dos membros do Geacopa, criado pelo Ministério Público para fiscalizar as obras da Copa em Cuiabá e Várzea Grande, não descarta a possibilidade de ``barrar´´ a implementação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em Mato Grosso. Ele reclama da falta de transparência das obras e chega a afirmar que o projeto sequer existe.

Irritado com a falta de informações, ele adianta que se o Paiaguás não comprovar que o custo da obra está dentro da capacidade de endividamento do Estado, pode ingressar com uma ação judicial, solicitando que o modal não seja construído. ``O MP não vai avaliar se o BRT ou o VLT é melhor, quem faz isso é o Estado. Nós vamos ver a questão de endividamento. Pode ser que cheguemos à conclusão de que é melhor não fazer nada´´, pontuou.

O promotor já protocolou um requerimento nos ministérios das Cidades, do Transporte, do Planejamento, do Esporte e na Caixa Econômica Federal (CEF) solicitando informações sobre o VLT, a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande. ``Alguém tem que ter esse projeto”, alfineta. Além disso, ele solicita informações sobre todas as obras que serão executadas para os jogos mundiais. ``A gente sabe que existe um projeto do BRT porque foi entregue na Caixa, mas também não tivemos acesso´´, pontua.

Para o promotor, a frequente troca de presidentes na Agecopa atrapalha a comunicação com as instituições fiscalizadoras, mas pondera que a criação da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) não deve ter impacto negativo, tendo em vista que Eder Moraes será mantido no comando. ``A cada troca fica pior ainda, porque a gente perde contato e prejudica o fluxo de informação´´, analisa.

O ex-prefeito de Rondonópolis Adilton Sachetti foi o primeiro a presidir a Agecopa, mas renunciou ao cargo após divergências internas com os outros diretores da autarquia. O segundo a assumir o comando, interinamente, foi Yênes Magalhães. Depois o governador Silval Barbosa (PMDB) nomeou Eder. ``Toda essa demanda que nós temos seria facilmente suprida se eles respondessem nossas solicitações´´, argumenta.

 

Glaucia Colognesi e Laura Nabuco

 

 

Por: Ivone Lima

Pontaldoaraguaianews.com

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