22/10/2011 - Servidores do Tribunal de Justiça retomam a greve

Categoria não aceitou proposta feita pelo presidente do TJ, desembargador Rubens de Oliveira

Os servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso irão cruzar os braços por tempo indeterminado, a partir da próxima semana. A paralisação terá início na segunda-feira (24) e, segundo o presidente do Sindicato dos Servidores da Justiça (Sinjusmat), Rosenwal Rodrigues dos Santos, já conta com a adesão de 100% das comarcas do interior, de Cuiabá e Várzea Grande.

A categoria quer a progressão da tabela salarial a cada três anos, repasse dos passivos de URV - no valor já previsto de R$ 11 milhões - com disponibilização de um cronograma de pagamento, e implantação da lei de Sistema de Desenvolvimento de Carreira e Remuneração (SDCR), que prevê um aumento de 5%, desde novembro do ano passado.

Na próxima semana, os servidores irão pressionar ainda mais a Justiça para o cumprimento das reivindicações. Rosenwal disse que uma passeata será feita na Capital, reunindo os servidores de Cuiabá, Várzea Grande e das comarcas do interior.

"Vamos aproveitar a presença da ministra Eliana Calmon (corregedora-nacional de Justiça) no Estado e mostrar para ela o que estamos passando aqui. Vamos trazer os servidores da comarca do interior para participar do manifesto", afirmou o presidente.

Os servidores já haviam manifestado interesse em paralisar as atividades no último dia 03, mas decidiram esperar uma proposta prometida pelo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador Rubens de Oliveira. No entanto, a categoria não ficou satisfeita com o plano apresentado.

"Ele (Rubens de Oliveira) disse que já tinha os R$ 11 milhões em caixa, mas que pagaria até o dia 10 de dezembro. Quem tem dinheiro em caixa, se está disponível, não tem porque esperar. Não vamos voltar até que nos paguem os R$ 11 milhões", reclamou Rosenwal.

A argumentação do presidente do TJ de que a implantação do SDCR iria passar por um estudo de um comitê gestor do Tribunal também não agradou aos servidores.

"O SDCR é uma lei (art. 27 da Lei 8814). Como você diz que vai estudar algo que já é lei? É muito mais digno você dizer que não tem orçamento", disse o presidente do sindicato.

Rosenwal afirmou que a categoria irá cumprir os 30% previstos em lei, somente para cumprimento de ações de urgência e emergência, citando como exemplo os casos de alvarás de soltura ou ações que envolvam a Lei Maria da Penha e a atendimento na saúde do Estado. "Todas as ações que forem ligadas à integridade do cidadão, serão atendidas", garantiu.

 

LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO

 

Por: Ivone Lima

Pontaldoaraguaianews.com

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