21-12-2011-Sandro Saggin vai representar família de Maik em ação contra a prefeitura.

Escrito por Aparecido Silva.

“Você não pode expor as pessoas a um risco sem tomar as devidas precauções. É um total desleixo e desrespeito com a população de Barra do Garças” desabafa o advogado.

O presidente da OAB de Barra das Garças está esperando o resultado final do inquérito sobre a morte do garoto Maik (12) que foi levado pela enxurrada. Segundo Sandro ficou constatado pelo laudo do IML que a criança não morreu afogada, pois não havia água nos pulmões. Segundo o documento, o garoto veio a óbito em virtude de uma perfuração no toráx feita por um ferro de construção vindo a atingir o coração, morrendo instantaneamente e sendo levado pela enxurrada.

Contratado pela família, Saggin espera ganhar a causa e fazer com que a prefeitura seja punida pela negligência de deixar os buracos abertos. “Vamos ajuizar uma ação civil de indenização por danos morais e materiais em favor dos pais da criança, que foi vitimada naquele acidente”destaca. Ele disse ainda, que pretende lutar até nas instâncias superiores se for preciso, caso perca a ação na justiça de Barra do Garças.

Mas a indignação de Saggin vai além, pois segundo ele a prefeitura sequer visitou a família. Não houve nenhum tipo de assistência psicológica nem material aos pais e familiares. O caixão para o sepultamento do garoto foi pago pelo prefeito de Aragarças GO. “È um total desleixo e desrespeito com a população de Barra do Garças”desabafa o advogado.

O presidente da OAB está apurando se houve omissão por parte da gestão anterior e também da atual em relação aos buracos abertos, o que nesse caso cabe punição a ambas se isso ficar comprovado. “Você não pode expor as pessoas a um risco sem tomar as devidas precauções” declara.

Não houve durante todos esses anos que os buracos estão abertos, nenhuma denúncia por parte da população ao ministério publico. As denúncias foram feitas apenas através da imprensa mas nunca houve um denúncia formal, o que foi um erro segundo Saggin. Ele acredita que agora com a chegada desse inquérito ao MP possam ser tomadas as devidas providências.

 Segundo o advogado não houve perícia no local onde o garoto caiu, ele pediu ao delegado do caso, Wilson Villas Boas para que pedisse o periciamento para não atrapalhar o processo criminal. Mas independente disso, estão se baseando por fotos e testemunhas que são unânimes com relação ao que realmente aconteceu.

Não é primeira vez que pessoas são levadas pela enxurrada, segundo a mãe do garoto, dias antes do acidente, Maik teria ajudado uma pessoa que estava sendo levada pela enxurrada.

 

 

Ivone Lima / pontaldoaraguaianews.com

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