21-12-2011-Há uma semana, mãe está internada com filho morto dentro da barriga

José Lúcio Junqueira
Nativa News e Redação 24 Horas News
 

Na segunda-feira da semana passada, dia 13,  Maria Aparecida  de Souza Alves deu entrada no Hospital Albert Sabin, em Alta Floresta, no Norte de Mato Grosso. Motivo: no dia anterior, após consulta médica, foi diagnosticado que a criança de 5 meses que ela carregava no ventre estava sem vida. No hospital, ela faria a remoção do feto. Até o final da manhã desta terça-feira, 20, uma semana depois, ela está lá esperando pelos procedimentos médico-cirurgico. “Ela falou que o medico falou hoje, que vai tirar a criança hoje, mas ate agora ninguém resolveu nada” – disse o esposo, Jurandir.

A sogra da paciente internada reclama da falta de informação, “Quando a gente precisa de alguma informação eles mentem” - frisou Maria das Graças, dizendo que ao procurar por informações, ficou sabendo que a nora havia passado pelo procedimento de remoção do feto: “Procurei pelo medico, diz que não estava, procurei uma enfermeira, veio uma moreninha e falou pra mim assim ‘não precisa preocupar porque já tiremos o bebê da barriga dela’. Quando foi de noite ela ligou pro meu filho e falou que estava ruim, sentindo muita dor, chorando desesperada”.

Fato que Jurandir confirma: “A enfermeira falou que tinham tirado e não tiraram, a criança ainda está no útero dela, está em tempo dela morrer”. A família esta preocupada com a falta de informação concreta, as únicas informações as quais têm acesso, são as de Maria Aparecida, que liga de dentro do hospital para eles. “Ela ligou hoje, ligou ontem, ta ligando direto, toda hora” - frisou Jurandir.

Segundo a direção do hospital, Maria Aparecida esta passando por procedimentos normais, que é internação e medicação para a expulsão natural do feto.

Esse tipo de procedimento, no entanto,  preocupa a família. “Deram remédio pra ela ter a criança, deu hemorragia e não ganhou, depois deram remédio pra cortar a hemorragia e a mulher voltou a sentir dor, não resolveu nada, esta do mesmo jeito” - reclama Jurandir.

A família lamenta a falta de condições financeira para transferência da mulher, “Nos não temos condições de tirar ela, porque se tivesse já tinha tirado”.

 

 

Ivone Lima / pontaldoaraguaianews.com