21-10-2011-Esposa sequestrada pode estar envolvida em farsa de tesoureiro

Da Redação - Julia Munhoz

Foto: Reprodução/Ilustração

A Polícia Federal prendeu outras duas pessoas envolvidas no falso seqüestro da família do tesoureiro da Caixa Econômica Federal (CEF) de Barra do Bugres (168 km de Cuiabá), Franck Munizze Soares, detido ontem sob acusação de arquitetar a própria trama. A polícia investiga ainda a possibilidade de a esposa de Franck, cuja o nome está sendo preservado, também ter participado da farsa.

De acordo como delegado Rodrigo Bartolomei, responsável pelo inquérito, ainda não existem provas suficientes da participação da esposa do tesoureiro, com tudo, existem indícios do envolvimento dela.

“Há suspeitas de que ela (a esposa) teria participado, mas ainda não temos provas suficientes”, afirmou o delegado.
O tesoureiro e um dos envolvidos no esquema foram presos ontem e, segundo a PF, o terceiro envolvido foi localizado na tarde desta quinta-feira (20). Caso seja confirmada a participação da esposa de Frank, ela também pode ser indiciada por formação de quadrilha, falsa comunicação de crime e tentativa de estelionato.

Segundo a Polícia Federal, a suspeita é que o tesoureiro forjou o seqüestro da esposa e do filho para, junto com os companheiros, roubar dinheiro do cofre da agência.

As prisões foram expedidas pelo juiz da 7ª Vara Federal em Mato Grosso, que acatou
a solicitação da PF e emitiu os mandados temporários contra os três suspeitos. O prazo da prisão expedida é de 30 dias. Nesse prazo, o delegado que preside a investigação deve relatar o inquérito.

Considerado crime hediondo, as penas previstas para o crime de seqüestro variam de oito a 30 anos de reclusão, se houver morte da pessoa sequestrada. Neste caso
especificamente, há um menor envolvido, então a pena mínima é de 12
anos podendo chegar a 20 anos de reclusão, informou a Polícia Federal.

 

Por: Ivone Lima

Pontaldoaraguaianews.com