20-00-2011-Governo comemora desempenho da saúde.

Marcos Lemos, especial para o GD

Publicação oficial do Ministério da Saúde, divulgado pela Folha de São Paulo trouxe um quadro favorável a Mato Grosso no que diz respeito a aplicação de recursos públicos na área de saúde. Nos levantamentos, o Estado que sempre apareceu entre aqueles que não aplicavam os 12% previstos na Legislação, mudou seu perfil. Nos últimos anos de 2007 e 2008, o Estado esteve entre as unidades que aplicava o total de 12%, mas não apenas em saúde, ou seja, utilizava os recursos para justificar como sendo da área de saúde, o que é rejeitado pelas autoridades, e apontado como maquiagem de gastos para justificar perante os organismos de controle externo. Os dados do Ministério da Saúde são referentes a 2009.

Os 12% previstos em Lei mas não regulamentados são os mesmos determinados pela emenda 29 que deverá ser votado pela Câmara dos Deputados amanhã, 20, após um acordo com os líderes dos partidos. O governo federal tenta evitar a aprovação da emenda, porque ela altera o volume de recursos que a União tem que repassar a Estados e Municípios, ou seja, nos últimos 30 anos, a União repassou aos demais entes federados as responsabilidades pela saúde pública, mas não fez o mesmo em relação aos recursos, que agora, se a emenda for aprovada poderá reverter este quadro.

Segundo o Ministério da Saúde, os 10 Estados juntos que deixaram de aplicar os 12%, retiraram da saúde pública cerca de R$ 2 bilhões."Nós estamos nos esforçando para que o quadro seja cada vez melhor. Investimento em saúde significa proporcionalmente a redução de gastos com outras áreas sociais como remédios e tratamentos mais caros",  disse o governador comemorando que mesmo com dificuldades nas finanças públicas, a saúde em Mato Grosso deverá receber investimentos da ordem de R$ 1 bilhão em 2011.

A notícia é boa também para o secretário de Saúde de Mato Grosso, o deputado Pedro Henry que assumiu com a missão de mudar conceitos e instituiu a gestão de unidades hospitalares que ainda está em implantação, através das Organizações Sociais de Saúde - OSS que começam a apresentar resultados. "Ainda é cedo para se colher resultados, mas estou esperançoso de que depois de muita luta poderemos ter um sistema melhor, mais eficiente e principalmente que atenda aos mais necessitados, pois o papel do Estado é garantir saúde para todos, só que alguns tem mais condições de uma plano de saúde privado do que outros", ponderou o secretário. 

 

Por: Ivone Lima

Pontaldoaraguaianews.com