1709-2011-Sintep/MT protocoliza cartas e dossiês de alunos e professores.

O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), por meio da vice-presidente Jocilene Barboza dos Santos, da secretária geral, Vânia Maria Rodrigues Miranda, e do secretário de Finanças do Sindicato, Orlando Francisco, protocolizou cartas e dossiês de alunos e professores de todo o Estado. Os documentos denunciam as condições precárias das instituições de ensino e foram entregues na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e no Ministério Público Estadual (MPE).

Segundo Jocilene dos Santos, o Sintep/MT escolheu este dia para protocolizar as cartas e dossiês em função da Lei do Piso, aprovada no dia 16 de julho de 2008. Desde então, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) realiza suas mobilizações nos dias 16. “A CNTE está promovendo aulas de cidadania nas escolas públicas de todo o Brasil para debater questões importantes da educação pública, como piso salarial, carreira e Plano Nacional de Educação (PNE). Nós estamos em mobilização por educação de qualidade em Mato Grosso; estamos fazendo a nossa parte”, afirma.

A vice-presidente do Sintep/MT acrescenta que a greve está suspensa, mas a luta continua. “Estamos fazendo a nossa parte para garantir que todo cidadão tenha acesso à educação de qualidade. O resultado do Enem, divulgado recentemente, é reflexo do ensino público no Estado: entre os estabelecimentos de ensino que tiveram desempenho inferior à média nacional na prova objetiva, 96% são públicos”.

Vânia Miranda conta que as cartas e dossiês abordam desde as condições de estrutura das escolas, falta de pessoal efetivo, equipamentos, entre outros assuntos. “O interessante é que eles não trazem somente reclamações. Trazem também sugestões aos deputados”. Esta é a segunda remessa entregue aos gestores. “Já entregamos uma parte durante a vigília realizada no dia 12 de setembro. A partir de agora, vamos cobrar providências para que o governo do Estado invista mais em Educação”, ressalta.

 

Por: Ivone Lima

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