Ságuas volta a Seduc; escolas estão sucateadas e MT entre os piores no ranking.

 

O médico Saguas Moraes, suplente de deputado federal e atual presidente do Partido dos Trabalhadores no Estado, terá seu nome oficializado ainda esta semana para o cargo de secretário de Educação do Estado. Ele retorna a função que ocupou por três anos na administração passada e que deixou para ser candidato a uma vaga na Câmara Federal – que conquistou, mas acabou perdendo por conta da exclusão da Lei da Ficha Limpa do cenário eleitoral. E Moraes volta ao cargo num quadro não muito diferente do que deixou: escolas sucateadas e a educação no Estado enfrentado baixos índices de qualidade.

Dados do Exame Nacional do Ensino Médio não deixam dúvidas de que o Governo precisa adotar medidas urgentes para mudar o atual quadro da educação no Estado. Para se ter uma idéia, a melhor unidade pública de ensino mantido pelo Estado está quase 3 mil posições. É o Colégio Estadual La Salle, de Rondonópolis. Precisamente, na posição 2.963. No Exame ficou com a nota 574.69.

Os números sobre a educação em Mato Grosso foram divulgados no momento em que profissionais da rede estadual de ensino em Mato Grosso mantém uma vigília na Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para reivindicar piso salarial de R$ 1.312,00, hora atividade para os interinos e infraestrutura adequada para as escolas. Eles apresentaram também dossiês sobre as condições das escolas e cartas aos deputados também estão expostos.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso, Gilmar Soares, cerca de 200 das 730 escolas da rede estadual apresentam péssimas condições de infraestrutura. Algumas estão há mais de 30 anos sem passar por reformas, outras enfrentam problemas nas instalações elétricas, falta de climatização, entre outros.

Um exemplo é a Escola Estadual Licínio Monteiro, em Várzea Grande. “A reforma teve início em 2008, mas até agora não terminou. Alguns alunos da EJA (Educação de Jovens e Adultos), com idade avançada, desistiram de frequentar as aulas em função da falta de ar condicionado que até hoje não foi instalado”, contou a coordenadora pedagógica Cecília Aparecida Duarte. Segundo ela, que leciona na Licínio Monteiro há 21 anos, o forro colocado recentemente na instituição, que já tem 37 anos, começou a cair.

A situação também é delicada no interior do Estado. Segundo a vice-presidente da subsede do Sintep/MT em Canarana, a 838 km de Cuiabá, Maira Pertile, a vigília é um momento importante de denunciar a falta de investimento na Educação. “Esperamos avançar no piso salarial, que já demonstramos ser possível, e também nas condições do ensino”, frisou. Na Escola Estadual Paulo Freire, onde a sindicalista dá aulas, os cerca de 850 alunos treinam Educação Física no pátio da escola, pois não há quadra de esportes.

Por: Edilson Almeida

 

Postada por: Ivone Lima

Pontaldoaraguaianews.com

 

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