07-12-2011-Padre acusado de homofobia diz que defende a classe e ataca vereadores que aprovaram moção

Escrito por O Inquisidor.

Após a moção de repúdio aprovada na sessão da câmara municipal de Aragarças, os vereadores não pouparam críticas ao padre Alberto, gestor e comentarista do Jornal A força do povo da rádio comunitária universitária FM.

Os parlamentares afirmaram ser vítimas de críticas infundadas, “Somos tachados de corruptos, ladrões e no meu caso específico, de bicheiro, assassino e traficante, o protesto dos gays, lésbicas e simpatizantes foi apenas mais uma situação de desrespeito que este homem trata a nossa comunidade, é preciso ter um limite, vou a Goiânia e até em Brasília se for preciso, o cidadão de bem não pode continuar sendo desrespeitado desta forma, todos os dias”, essas foram as palavras do vereador Marcelo de Sá (PCdoB) ao registrar uma ocorrência na companhia da polícia militar.

Marcelo falou ainda sobre o motivo do pedido de moção de repúdio e revolta dos manifestantes GLTS na noite de segunda-feira, “O padre Alberto usou termos pejorativos contra o secretário de saúde Vladimir Marcelo, ‘fez a cobra sumir’, ‘essa gentinha é desse jeito’, até a classe GLTS se sentiu ofendida”. Os vereadores aprovaram a moção por unanimidade e farão o encaminhamento para a assembléia legislativa e a câmara dos deputados.

Em entrevista a TVSA/band, padre Alberto negou qualquer preconceito por homossexuais, disse inclusive que defende a classe, e que em alguns momentos até temia ser taxado de “cor de rosa” por defendê-los, quanto ao comentário que teria gerado toda a confusão, Alberto disse que em nenhum momento agrediu gays,lésbicas e simpatizantes, apenas se referiu a uma cobra, que, segundo ele, de fato tinha debaixo do assoalho, e que não sabe que fim foi dado a cobra.

O padre criticou os vereadores, “Não fazem projeto nem fiscalizam o executivo, daí ficam só fazendo moções pra cá, moções pra lá”. Em relação a Marcelo de Sá, o padre disse que o conhece apenas pelos processos que o vereador responde, “Esse Marcelo de Sá não é aquele que é investigado por um crime de um bicheiro? não é o que o filho ficou preso em Águas Lindas acusado de pirataria? Não e o que pode perder o mandato por infidelidade partidária? (se referindo à saída de Marcelo de Sá do PP, indo para o PCdoB), só conheço esse vereador por essas notícias que ouço pela imprensa.

Nossa reportagem procurou no final da tarde o vereador Marcelo de Sá, que falou sobre as insinuações do padre, “O processo de crime está sendo arquivado pelo ministério público, o caso envolvendo o meu filho foi devidamente esclarecido, e quanto ao mandato eu tenho uma carta do diretório municipal do PP que me garante o direito de continuar no mandato mesmo fora do partido”.

 

Ivone Lima / pontaldoaraguaianews.com