03-12-2011-Mais de 100 casos de AIDS foram notificados em Alta Floresta.

Fonte: Diário News

 

Alex Cordeiro - Dados preliminares do programa DST/AIDS, apontam que desde 2001 a setembro de 2011, em Alta Floresta foram notificados 100 casos positivos de AIDS em pessoas adulta, dois casos em criança menor de 1 ano de idade e três casos em crianças de 5 a 12 meses.

De 2010 a setembro de 2011, o município de Alta Floresta diagnosticou e notificou 12 casos de AIDS, sendo 5 homens e 7 mulheres. “Estes são casos sujeitos a revisão, mas é uma situação que preocupa. E não há uma maneira de evitar a propagação se não haver as prevenções, as pessoas precisam ter isso em mente”, alertou Emilia Kanashiro, coordenadora do programa.

 Ainda conforme o relatório, de 2001 a setembro de 2011, foi notificado no município de Carlinda, 6 casos de AIDS, 10 em Apiacás, 4 em Nova Bandeirantes, 2 em Nova Monte Verde e 10 em Paranaíta.  O relatório ainda aponta que pessoas com até 64 anos foi notificada. “São números preliminares, isso não quer dizer que seja só isso. Os cuidados precisam continuar acontecendo”, disse Kanashiro.  

LUTA CONTRA AIDS - O Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado nesta quinta-feira (1º), foi marcado por diversas mobilizações em pelo Brasil a fora. Entretanto, em Alta Floresta o programa DST/AIDS optou na realização do teste rápido durante todo o mês de novembro, sendo assim não realizou outras atividades. Ao todo, no município foram feitos 118 testes rápido de HIV. Neste ano, o foco da campanha são os jovens entre 14 e 25 anos. O preconceito contra gays, travestis e transexuais, estigmatizados como os responsáveis pela transmissão e infecção pelo HIV, também foi combatido durante a programação de 2011.

“Todos os anos, o programa desenvolveu palestras entre outras atividades. Este ano optamos na realização do teste rápido justamente para que as pessoas tenham uma aproximação maior com as informações”, explicou Emilia Kanashiro.  

 Ela disse que em vez de grandes palestras, o trabalho em grupo com poucas pessoas acaba tendo um resultado maior. Esta nova metodologia está tendo avanço significativo em Alta Floresta, pois o número de pessoas que estão perdendo o medo de fazer o diagnostico está aumentando cada vez mais.

Segundo Emilia Kanashiro, o programa DST/AIDS não quer atingir apenas a população mais jovem, e sim mostrar para as pessoas de mais idade que o preconceito é o pior dos pensamentos.  “Hoje, existem pessoas acima de 45 anos que está apresentando a doença. Então a corrente de precauções tem que ser entre todos”, concluiu.

 

 

Ivone Lima / pontaldoaraguaianews.com