03-12-2011-Defesa não acredita que júri tenha se confundido ao absolver Josino, mas procurador vai recorrer da decisão.

Da Redação - Laura Petraglia

 

O advogado de defesa do empresário Josino Guimarães, João Nunes da Cunha, desmistificou em entrevista ao Olhar Direto a 'crença' de que os membros do júri popular, que inocentaram o réu da acusação de ter mandado matar o juiz Leopoldino Marques do Amaral, há 12 anos, no Paraguai, tenham se confundido na hora de votar, conforme insinuou o procurador federal Douglas Araújo.

Segundo João Cunha, existe uma sequência lógica, ditada pela legislação, com referência às perguntas feitas aos membros de um júri popular. A primeira trata da materialidade do crime, a segunda sobre a imputação da autoria do crime, e a terceira trata da absolvição ou condenação do réu.

“Foi explicada a lógica detalhadamente e perguntado aos jurados na sequência: os senhores acreditam que Leopoldino foi morto com dois tiros? Sim ou não? A resposta da maioria foi sim; passou-se automaticamente para a segunda questão, que talvez tenha gerado confusão. O juiz perguntou aos jurados se era Josino Guimarães quem estava sendo acusado de ter mandado matar o juiz, e não se eles acreditavam que ele tivesse sido o mandante. A maioria respondeu sim: que era Josino quem estava sendo acusado pelo MPF. Com isso, passou-se para última pergunta que só pode ser feita depois que os jurados concordarem com as duas primeiras, ou seja, que houve crime, e que havia um acusado. Perguntou-se então se o réu deveria ser condenado ou absolvido”, explicou.

O advogado afirma que, agora, o advogado Waldir Caldas trabalha para colocar Josino em liberdade. Mesmo com a justificativa da defesa de que não houve confusão alguma dos membros do Júri, o Ministério Público Federal já informou que irá propor recurso contra a decisão, por ter entendido que houve.

O recurso do Ministério Público Federal será protocolado na Justiça Federal até o fim do prazo na segunda-feira (05). Depois de protocolado o recurso, abre-se novo prazo de oito dias corridos para os procuradores da República apresentarem as razões do recurso.

 

 

 

Ivone Lima / pontaldoaraguaianews.com

 

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