03-05-2012-Operação cumpre 38 mandados de prisão por fraude de R$ 12 mi em MT

Dos 38 mandados, um deve ser cumprido em Cáceres e os outros em Cuiabá.
Entre os envolvidos em esquema estão servidores públicos e 'laranjas'.

Pollyana Araújo / Do G1 MT

Agentes da Delegacia Fazendária de Mato Grosso devem cumprir na manhã desta quinta-feira (3) 38 mandados de prisão e 38 de busca e apreensão contra suspeitos de participação em um esquema fraudulento que teria desviado mais de R$ 12 milhões da Conta Única do Estado nos últimos cinco anos. De acordo com o delegado fazendário, Rogério Modelli, que conduz a operação, um  dos mandado será cumprido em Cáceres, a 208 quilômetros de Cuiabá, e os demais na capital.

"Alguns são servidores públicos e outros são 'laranjas'", disse o delegado ao G1. Ele afirmou ainda que as investigações da Defaz iniciaram antes da conclusão de um relatório da Auditoria-Geral do Estado (AGE) apontado um desfalque de pelo menos R$ 12 milhões do sistema de pagamento do estado. "Fizemos um novo levantamento, mas os valores são semelhantes aos da Auditoria", pontuou.

O levantamento da AGE, divulgado em março deste ano, constatou inicialmente que em 2011 foram desviados mais de R$ 5 milhões da Conta Única, que fica sob a responsabilidade da Secretaria de Fazenda do Estado (Sefaz), por meio de pagamentos irregulares. Posteriormente, foram identificados que já tinham sido desviados dos cofres do governo mais R$ 7.840.710,31 entre os anos de 2007 e 2010.

Na época, o governador Silval Barbosa (PMDB) defendeu a punição dos culpados e a investigação do caso. Ele também disse ter ficado surpreso com a fraude, principalmente pela sensação de impunidade dos culpados. Naquela ocasião, Silval declarou ainda que pelo menos cinco servidores já tinham sido afastados das funções por suspeita de envolvimento no esquema.

O relatório da auditoria detectou a fraude após o cruzamento de dados eletrônicos. Servidores públicos e falsos fornecedores recebiam valores indevidos por meio de brechas no sistema financeiro e bancário. A AGE apontou o envolvimento de 32 pessoas que recebiam em média R$ 9 mil por mês desde 2007.