01-12-2011-Maggi investe no turismo.

Conhecido como ‘rei da soja’, o senador e mais outros investidores lançam o maior empreendimento do Estado.

MARIANNA PERES
Da Editoria

O ex-governador de Mato Grosso e atualmente senador Blairo Maggi está diversificando os negócios, indo do agronegócio para o turismo padrão cinco estrelas. Juntamente com um grupo de investidores, ele lança na próxima sexta-feira um empreendimento inédito do segmento hoteleiro em Mato Grosso e um dos maiores do Centro-Oeste, o Maluí Manso Hotel Iate Golfe & Resort, projeto que começa a ser edificado em janeiro de 2012 com um orçamento de R$ 63 milhões. A meta é pegar o ‘bonde’ da Copa de 2014 - quando Cuiabá será uma das sedes no Brasil, o que dará projeção internacional - e inaugurar o complexo em março de 2014 e torná-lo concentração da seleção da França.

Maggi se projetou nacionalmente muito antes da política quando ficou conhecido como o ‘rei da soja’ e por ser dono da maior empresa mato-grossense do segmento, o Grupo André Maggi, que tem como principal braço a Amaggi Exportação e Importação Ltda., voltada para a compra e venda de grãos (soja e milho), industrialização, logística, produção de sementes de soja, importação e comercialização de fertilizantes e defensivos. A empresa está entre as 500 maiores do Brasil, conforme o anuário “Melhores e Maiores”, da revista Exame.

“O boom da Copa está acontecendo agora e ele vem para deixar inúmeros legados ao Estado, entre eles um resort como esse”, explica um dos sócios do empreendimento e proprietário do Morro do Chapéu, Jair Serratel Nogueira.

O resort será construído no Morro do Chapéu, às margens do Lago de Manso, a cerca de 90 quilômetros da Capital. Com 92% de sua dimensão concentrada em Chapada dos Guimarães (60 quilômetros de Cuiabá), o local que terá 40 mil metros quadrados de área edificada é considerado um dos mais belos cenários de Mato Grosso. Maluí é o nome de uma ilha na Polinésia Francesa.

Integram o projeto, além de Blairo Maggi e Jair Nogueira, as empresas Teixeira Holzmann, Euro Consultoria e Bongiolo. A construção será executada pela Teixeira Holzmann Empreendimentos Imobiliários, que atua há 15 anos neste nicho do mercado. O fomento da região vai além do foco no turismo, abre espaço para o do investimento. Mesmo tendo Blairo Maggi como agente financiador - os R$ 63 milhões já estão disponibilizados -, o resort será empreendido por meio da venda fracionada (cotas), uma tendência deste segmento.

Como explica outro empreendedor, Fábio Fonseca, representante da Holzmann e da Euro, dos 244 apartamentos construídos 132 serão comercializados pelo modelo de cotas. Cada cota custará de R$ 34 mil a R$ 72 mil, evoluindo de acordo com tipo da acomodação, que incluiu também os bangalôs. Cada cota comprada dará direito de uso de quatro semanas no ano ao titular durante toda a vida. Para ter a propriedade de um apartamento é necessária a aquisição de 12 cotas, investimento que pode chegar a R$ 864 mil, considerando o teto que dá direito a um apartamento de dois quartos. As cotas dos bangalôs custam a partir de R$ 43 mil.

“A aquisição das cotas poderá ser feita com 12% de entrada, valor este que pode ser parcelado no cartão em até três vezes e o restante diluído em até 60 meses. No caso de uma cota de R$ 34 mil, por exemplo, a prestação mensal será de cerca de R$ 360”. Como completa, aqueles que comprarem as cotas terão uma casa de veraneio, com a comodidade de um hotel cinco estrelas, já que todos os apartamentos terão serviço de hotelaria e serão entregues com mobília, roupa de cama e utensílios de cozinha.

PROJETO - O complexo turístico que tem como meta atender inúmeros estrangeiros inclui um hotel com 244 leitos, sendo 148 apartamentos e 92 bangalôs, um centro de eventos com capacidade para 500 pessoas, spá, piscinas com lâmina d´água de três mil metros quadrados, quadras poliesportiva e de tênis, campo oficial para futebol, marina, porto para atracar embarcações à beira do resort e campo de golfe com nove buracos, além de três restaurantes. Tudo sob a chancela de uma bandeira cinco estrelas. O resort também será referência à prática de esportes náuticos, já que será construído margeando o lago, que tem 42 mil hectares de lâmina d´água, 1,3 vezes maior que a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

De acordo com Nogueira, o empreendimento vai fomentar a economia local em duas vertentes: a geração de emprego e o turismo sustentável. Durante a edificação do resort cerca de 100 empregos diretos serão gerados, e pelo menos outros 400 indiretos. Quando o Maluí estiver pronto, a estimativa é de que 500 pessoas trabalhem no local e cerca de 30% a 40% da mão-de-obra local será recrutada localmente. “O resort está geograficamente muito bem posicionado. O turista que vier a Mato Grosso e se hospedar no Maluí terá em um raio de 200 quilômetros todas as belezas turísticas do Estado para conhecer: Chapada dos Guimarães, Nobres, mais a frente às belezas da Floresta Amazônica e, é claro, o nosso Pantanal”, anuncia Nogueira.

 

Ivone Lima / Pontaldoaraguaianews.com

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