05-12-2011-Mesmo com “Diploma” jornalista se destaca pela “Insignificância Profissional”

Após comentário, no Facebook, depreciativo e preconceituoso, postado pela nobre jornalista Gisele Oliveira, assessora de imprensa da Câmara Municipal de Alta Floresta, que ao comemorar a obrigatoriedade do DIPLOMA de Jornalista para o exercício da profissão, finda por desmerecer as dezenas de profissionais de Alta Floresta e de todo o país, que há anos veem exercendo as atividades jornalísticas, sem a devida graduação, temos acompanhado outros inúmeros comentários, valendo ressaltar que a maioria destes, comunga com a indignação dos profissionais não habilitados, que findaram por ser alvo da falta de ética da tal jornalista.

Devo confessar que num primeiro momento também me incomodou a forma de expressão utilizada pela nobre jornalista, mas neste instante em que escrevo, devo confessar também, que passei a ser tomada por outro sentimento: PENA. Sim, pena da profissional que, mesmo portando um DIPLOMA que garante sua graduação na área de jornalismo, nestes quase 3 anos no exercício da profissão entre nós, não se destacou em nada e isto foi possível observar desde o primeiro instante em que assumiu a Assessoria de Imprensa do Legislativo Municipal e muito embora, em seu comentário, ela coloque em dúvida a competência de todos aqueles que sem DIPLOMA exercem atividades jornalísticas, devo salientar que a sua falta de competência profissional tem sido bem maior, bastando para tanto darmos uma revisada nas matérias do Legislativo, enviadas pela mesma aos veículos de comunicação local, para publicação, que retratam além de erros, também a sua falta de criatividade, item tão necessário ao profissional de jornalismo e isto, tem sido notório nos títulos sempre repetitivos das matérias que escreve, caso daqueles referentes as sessões ordinárias, que independente da pauta em discussão, se tornaram apenas uma crescente relação numérica.

É claro que concordo com a nobre jornalista Gisele Oliveira, quanto a importância de se ter um DIPLOMA, assim como concordamos em relação a existência de picaretas e oportunistas, entre os que exercem atividades jornalísticas, como em qualquer outra profissão e podemos comprovar isto, a partir da luta que travamos já há algum tempo, para que seja implantado o curso de Comunicação Social, em Alta Floresta. Diante do que, me permito transcrever trecho do ofício entregue pela Comissão Permanente Pró-implantação do Curso de Jornalismo, ao então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, por ocasião de sua visita a Alta Floresta, em 19 de junho de 2009: ”Esperando sensibilizar a Vossa Excelência com o Movimento JORNALISMO JÁ! E desta forma, contar com a atenção devida para o que solicitamos, acrescentamos ainda que em conivência com o ministro Carlos Ayres Brito, que disse em sua fala, que, “nesse campo, a salvaguarda das salvaguardas da sociedade, é não restringir nada. Quem quiser se profissionalizar como jornalista é livre para fazê-lo, porem estes profissionais não exaurem a atividade jornalística. Ela se disponibiliza para os VOCACIONADOS, para os que tem INTIMIDADE com as PALAVRAS”, e reconhecendo a vocação e a facilidade com as palavras de muitos de nós, queremos acrescentar a vontade em adquirir mais conhecimentos, garantindo assim maior qualidade nos trabalhos que desenvolvemos nas diversas atividades jornalísticas que exercemos, até porque temos plena consciência de que assim como em qualquer outra área, também no jornalismo temos profissionais de todos os níveis, ótimos, bons e péssimos, independente de curso superior ou não, mas temos consciência de que muitos destes, necessitam de mais aprendizagem o que garantirá oferecer um jornalismo de qualidade à população que tem acesso ao nosso trabalho”.

Diante do exposto, me solidarizo com todos os demais companheiros de imprensa de Alta Floresta, assim como respeito a indignação dos mesmos, muito embora possa neste momento, assegurar que o comentário da nobre jornalista, não me tira o sono, não mais me indigna ou me frustra, bastando para tanto, considerarmos sua “insignificância como profissional”, pois mesmo sendo portadora de um DIPLOMA conquistado com muita luta, muita garra e muito dinheiro, como ela mesma fez questão de citar em um dos seus comentários, infelizmente, tudo isso sem garantia nenhuma de competência ou ética profissional, cabendo-nos dar continuidade a nossa trajetória, realizando nossos trabalhos com a mesma responsabilidade, competência e ética, com que temos nos conduzido ao longo dos anos, deixando a nobre jornalista, que conta com o aval da presidência do Legislativo Municipal, a exercer a atividade de assessora de imprensa da Câmara Municipal, cargo que todos sabemos que continua ocupando, não por seu medíocre desempenho, mas sim, para atender a conchavos políticos.

A luta continua companheiros...”Temos a Palavra, Temos a Voz, queremos ter Vez: JORNALISMO JÁ!”

Socorro Neves

 

Ivone Lima / pontaldoaraguaianews